"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade."

Paulo Freire.

Pesquisar neste blog

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brinquedoteca Hospitalar


http://brinkfolia.vanzetti.com.br/index.php/brinquedoteca-hospitalar/

A brinquedoteca hospitalar como fator de promoção no desenvolvimento infantil: relato de experiência

A existência de brinquedotecas hospitalares ainda está em fase de expansão, os hospitais aos poucos se adequam às necessidades impostas pela legislação vigente, para que o espaço específico destinado para o brincar nas instituições hospitalares torne efetiva a possibilidade lúdica em sua dimensão terapêutica. Essa estratégia pode minimizar o ambiente hostil e estranho da instituição hospitalar, e proporcionar um atendimento global durante a internação, tornando o hospital um contexto de desenvolvimento saudável para as crianças e suas famílias. Assim, o objetivo deste artigo é apresentar as atividades desenvolvidas no Projeto de Extensão: Brinquedoteca Hospitalar - Projeto de Recreação em Enfermaria Pediátrica e descrever o papel da brincadeira como promotora de bem estar físico e emocional da criança no ambiente hospitalar.
No momento de propor atividades para as crianças, buscou-se facilitar a interação entre acompanhante-criança com o objetivo de otimizar sua relação. Procurou-se também, incentivar as interações entre as crianças hospitalizadas com a finalidade de promover um ambiente de descontração. Se havia crianças de idades próximas, era proposta alguma atividade dirigida, em grupo, como jogar dominó, pintar ou brincar de casinha. As brincadeiras realizadas mais freqüentemente foram: quebra-cabeça, memória, brinquedos de casinha e pintura. No primeiro momento, foram realizadas observações da unidade de internação, identificação da rotina hospitalar a que as crianças estavam submetidas, delineamento do perfil da clientela, levantamento de suas necessidades e interesses lúdicos, levantamento bibliográfico e leituras pertinentes ao tema de trabalho, planejamento das atividades e apresentação do projeto para a equipe de saúde, bem como, a organização dos brinquedos para as devidas atividades.

CLASSE HOSPITALAR - Atendimento Escolar em Ambiente Hospitalar


por: Centro de Estudos HM Jesus

Classe Hospitalar do Hospital Municipal Jesus
"Todos os seres humanos têm direito de que respeitem sua vida, e só existe respeito quando a vida além de ser mantida, pode ser vivida com dignidade"
DALMO DALLARI



HISTÓRICO
A assistência às crianças internadas, no então Hospital Geral Jesus, iniciou-se em 14 de Agosto de 1950, com a designação da professora de curso primário Lecy Rittmeyer, para fornecer o atendimento educacional necessário aqueles pacientes com internações prolongadas, os quais, em decorrência de suas enfermidades, acabavam por ter o período letivo escolar prejudicado.
As aulas eram dadas individualmente, nas enfermarias, por não se dispor de local adequado apropriado ao trabalho escolar.
Foi somente em 1958, que o Departamento de Educação Primária entendeu da necessidade de uma segunda professora, Esther Lemos, que ajudou a compor o quadro de atividades escolares do Hospital.
Em 1961, com a criação do Ensino Especial Supletivo, foi oficializado o atendimento às crianças hospitalizadas pela Lei de Diretrizes e Bases e pela Costituição do Estado da Guanabara.
Nesta mesma época, com a ajuda da filantropia, foram compradas 50 mesinhas com cadeiras e dois quadros negros grandes, e instalados em 4 salas de aula. Novas professoras foram contratadas e o Serviço de atendimento Escolar tornou-se mais sólido e melhor capacitado para oferecer o atendimento a todas as crianças internadas.

NOS DIAS ATUAIS ...
Atualmente, a Classe Hospitalar funciona ininterruptamente, sendo referência nacional nesta modalidade de atendimento da Educação Especial. Este Serviço possui sua origem na concretização do convênio entre a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria Municipal de Saúde.
Em 2004, a classe iniciou uma nova atividade, no período da manhã, quando então foi implantado o Serviço da Brinquedoteca, principalmente para intensificar a atenção especial aos alunos-pacientes, cuja a orientação médica ou condição clínica, os impossibilitem de saírem dos leitos.
O atendimento escolar vai até a 4ª Série do Ensino Fundamental, e é formalizado por documentos que registram matrícula, o acompanhamento e os encaminhamentos dos alunos-pacientes.
Sobre a Coordenação da Professora Elizabeth Leitão Ramos Luiz, a Classe Hospitalar do Hospital Municipal Jesus é representada por uma equipe de professores, educadores, da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro, lotados na Escola Municipal General Humberto de Souza Mello (2ª CRE), e requisitados pelo Instituto Helena Antipoff, comprometidos com a atenção e formação do Sujeito, aluno-paciente, investindo em estudos e iniciativas que resgatem o direito que todos tem a escola e a dignidade humana.

CLASSE HOSPITALAR
Hospital Municipal Jesus
Rua 8 de Dezembro 717 - 2ª andar
Prédio Principal
Telefone: 25694088 ramal 276
Coordenadora: Elizabeth Leitão Ramos Luizhttp://www.saude.rio.rj.gov.br/servidor/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/v2/view.htm?infoid=1561&editionsectionid=137




Pedagogia hospitalar e resiliência: orientações curriculares a partir da experiência do Hospital Varela Santiago de Natal







Alguns indivíduos conseguem ter um desenvolvimento psíquico e social “saudável” – com relação ao seu contexto sócio-histórico de referência e/ou ao equilíbrio entre dimensão cognitiva, afetiva, corporal e relacional - após golpes que estilhaçaram o seu universo sensorial e simbólico. Esta faculdade tem sido batizada pelas ciências humanas de resiliência. Boris Cyrulnik (2004, 2005 e 2006) mostra que para que se produza um trauma é necessário que um acontecimento – uma saliência significativa, que se torna tal em virtude das predisposições sensoriais de cada indivíduo (CYRULNIK, 2005) - destrua o universo de sentido estruturado pela pessoa a partir das interações construídas nos seus primeiros anos, e sucessivamente que a representação deste acontecimento lhe confira um significado doloroso (2004). As principais chaves para a promoção da resiliência são vínculo e sentido (CYRULNIK, 2005). Este último é sempre o produto de uma construção intersubjetiva, alheia a qualquer determinismo ou causalidade linear, na qual intervêm múltiplos fatores: a presença ou ausência de figuras de apego significativas, a possibilidade de expressar ou encenar a própria experiência para ressignificá-la, entre outros. A hospitalização e a improvisa irrupção na vida da criança de procedimentos invasivos representam uma ruptura dramática de seu universo de sentido estruturado, até então, ao redor da vida familiar e um começo de vida escolar e comunitária. Sendo o encontro a principal condição estruturante de nossas representações e emoções (CYRULNIK, 1999, 2005; GOLEMAN, 2006), o educador pode desenvolver um papel determinante na promoção de resiliência na criança, inclusive a hospitalizada, se souber construir com ela vínculos afetivos significativos (CYRULNIK, 2005) e fornecer-lhe a oportunidade de representar sua história para ressignificá-la (CYRULNIK, 2005).




O atendimento pedagógico hospitalar se torna um fator promotor de resiliência ao gerar a percepção de que o hospital e a sociedade acreditam na volta ao mundo da criança enferma. A continuidade da escolarização cria esperança, uma perspectiva de vida. Cyrulnik (2005) mostra que uma simples atitude do educador pode modificar a trajetória de um educando. A experiência da equipe pedagógica do Centro de Oncohematologia Infantil (COHI) do Hospital Varela Santiago de Natal, Rio Grande do Norte, mostra que e a brincadeira, a capacidade das educadoras de manter a alegria no fazer educacional e o estabelecimento de vínculos afetivos com as crianças internadas, ao avivar nestas últimas a chama da esperança de cura, incentivam a resposta positiva do organismo aos tratamentos, amenizam o sofrimento físico e psíquico e aumentam a vontade de viver, de brincar e de aprender. O planejamento pedagógico da equipe do COHI tem considerado a situação individual de cada educando, tendo em conta sua escolaridade e procedência. Exploraram-se temas cognitivos diferentes com cada criança, a partir de uma avaliação da zona de desenvolvimento proximal delas, isto é, dos conteúdos que cada uma tem a potencialidade de aprender (VYGOTSKY, 2007). Este respeito pelas potencialidades de cada aluno reforçou sensivelmente a auto-estima dos educandos. Atualmente, está sendo planejada uma atividade inspirada em Freinet (1985 apud AZEVEDO, 2008): o incentivo à redação de um “livro da vida” por parte de cada criança, não apenas como ferramenta para estimular o desenvolvimento da escrita e da leitura, mas como possibilidade de ressignificar a própria experiência e socializar os próprios relatos (CYRULNIK, 2005).












VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
 http://redesocial.unifreire.org/el_condor76/pedagogia-hospitalar-e-resiliencia-orientacoes-curriculares-a-partir-da-experiencia-do-hospital-varela-santiago-de-natal



Classe Hospitalar do Centro de Oncologia Pediátrica

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=163


O desafio da Pedagogia Hospitalar

Para suprir a carência da educação de jovens e crianças hospitalizadas ou em tratamento domiciliar, é que desde 1994 a legislação brasileira garante o atendimento deste público especial. A Pedagogia Hospitalar foi regulamentada pelo MEC em 2002, mas ainda são muitos os obstáculos a serem transpostos pelo profissional deste ramo. Sair da escola e entrar no universo hospitalar é algo novo para educadores, pois exige deles conhecimentos e habilidades. Auxiliar no ensino de crianças e jovens enfermos é muito mais do que explicar conteúdos, tirar dúvidas e avaliar estudantes. O professor no ambiente hospitalar também serve como ponte entre profissionais da saúde, família e crianças, minimizando os traumas da internação, por meio de um ensino emancipador, como nos traz a Supervisora Educacional no Município de São Gonçalo – RJ, Rejane Fontes.
Mais do que o profissional, o maior parceiro da criança é a outra criança que está ali dentro, que almoça, acorda e passa pelo sofrimento junto com ela. É papel do professor incentivar essa parceria, essa solidariedade, buscar fazer com que a criança enxergue o outro como alguém semelhante a ela. Isso é um processo educativo que não está atrelado diretamente ao conteúdo curricular. Propõe-se uma atividade comum para que duas crianças escrevam uma historinha. É dessa forma que se vai introduzindo sutilmente uma atividade pedagógica sistematizada num contexto de brincadeira. Se houver um livro didático com o corpo humano, o professor pode mostrar para a criança diabética o que é a insulina e para que serve o pâncreas. Esse conhecimento curricular surge “espontaneamente” e tem uma significação autêntica para a vida da criança. Assim, podemos entender Pedagogia Hospitalar como uma proposta diferenciada da Pedagogia Tradicional, uma vez que se dá em âmbito hospitalar e que busca construir conhecimentos sobre esse novo contexto de aprendizagem que possam contribuir para o bem estar da criança enferma.
Se o período de internação da criança no hospital for quinzenal, o que é bastante comum nos hospitais que possuem enfermaria pediátrica, dificilmente o professor irá desenvolver um trabalho escolarizado do tipo proposto pela Classe Hospitalar em seu sentido estrito de escolarização. Não há tempo para o currículo oficial, enquanto a criança tenta se familiarizar com aquele universo, que é completamente estranho e, muitas vezes, assustador. A sugestão da Pedagogia Hospitalar é a de que o professor trabalhe atividades lúdicas de reconhecimento do espaço, de sua doença e de si própria, durante os primeiros quinze dias de internação da criança, no sentido de tranqüilizá-la acerca do ambiente hospitalar. E caso a criança permaneça hospitalizada por mais tempo, o desejo por atividades mais próximas das do tipo escolar irá aflorar quase espontaneamente no universo hospitalar. Pois, o desejo de aprender engendra o desejo de viver junto à criança doente, que vê na escola e na figura do professor, a referência à infância que foi deixada do lado de fora do hospital.
Alguns profissionais da área da saúde não valorizam a Pedagogia Hospitalar. É verdade que nos últimos anos houve um progresso incontestável, facilitado pelos profissionais da área de Ciências Humanas, como os da Assistência Social e os da Psicologia. Enfermeiros, médicos e nutricionistas, em geral, vêem professores como recreadores, aqueles que promovem brincadeiras com a criança para “passar” o tempo ou para fazer com que ela não dê trabalho. Durante o desenvolvimento de um acompanhamento pedagógico numa enfermaria pediátrica é comum alguns destes profissionais interromperem a atividade, pegarem a criança pelo braço e retirá-la do espaço para fazer exames ou tomar medicação. Muitas vezes, essas ações poderiam esperar por não terem uma hora marcada. A criança sai chorando. Hoje isso acontece com menos freqüência e os profissionais da saúde já perguntam: “Professora, posso tirar fulano?”. Conversando, convencemos a criança, dizendo: “Eu espero você voltar, pode ir lá tranqüilo”. Assim, a criança sai sem chorar.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial. Brasília, DF. (Mensagem especial; v. 1) 1994.
______. Classe hospitalar e atendimento pedagógico domiciliar: estratégias e orientações. Brasília: MEC; SEESP, 2002.
FONTES, R. S. A Escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da Educação no hospital. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, nº. 29, p. 119-138, maio/ago. 2005. Disponível em: http://www.anped.org.br. Acesso em: 22 jan. 2007.
______.; VASCONCELLOS, V.M.R. O papel da educação no hospital: uma reflexão com base nos estudos de Wallon e Vigotski. Cadernos CEDES – Educação da criança hospitalizada: as várias faces da pedagogia no contexto hospitalar, Campinas, v. 27, nº. 73, p. 279-303, set./dez. 2007.
MAZZOTTA, M.J.S. Educação Especial no Brasil: história e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 2005.
VASCONCELLOS, V.M.R.; SARMENTO, M.J. Infância (In)visível. Araraquara, SP: Junqueira & Marin, 2007.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Classe Hospitalar Hospital Regional

Projeto transforma quartos de hospitais em salas de aula

Pedagogia Hospitalar


Classes hospitalares levam ensino pedagógico a crianças em hospitais

Escolarização Hospitalar (hospital classes)

Bula do Riso - Bom dia DF

Necessidades Especiais Transitórias: CLASSES HOSPITALARES

Necessidades Especiais Transitórias: CLASSES HOSPITALARES: "O principal objetivo da classe hospitalar é fazer um acompanhamento pedagógico a crianças e jovens com dificuldades graves de saúde física...

Necessidades Especiais Transitórias: Brinquedotecas hospitalares

Necessidades Especiais Transitórias: Brinquedotecas hospitalares: A Brinquedoteca Hospitalar é um espaço destinado ao desenvolvimento da criatividade da criança e do jovem, a partir dos brinquedos. ž žAlé...

Andrea Neves, presidente do Servas, inaugura Brinquedoteca no Hospital d...

Paulo Freire Ultima Entrevista 2° parte

Ultima Entrevista a Paulo Freire 1° parte

Aprendizagem no Hospital.wmv